Uma Delegação da ANDST-Associação Nacional dos Deficientes Sinistrados no Trabalho,  composta pelo Presidente da Direcção (Luis Machado) pelo Vice Presidente (Firmino Moreira) pelo Tesoureiro (Jorge Gouveia) pelos Secretários (António Castro e João Vaz) foi recebida na Comissão de Trabalho e Segurança Social, para fazer a apresentação formal das conclusões do projeto de investigação científica titulado "Regresso ao trabalho após acidente-superar obstaculos" que concluiu com a colaboração de investigadores da Faculdade de Psicologia e de Ciencias da Educação e do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto, e ao mesmo tempo transmitirmos as nossas preocupações pelo elevado número de acidentes de trabalho e doenças profissionais que anualmente vitimam milhares de trabalhadores em Portuhal, e das Leis que não protejem, como deviam, os direitos dos trabalhadores. O Presidente da ANDST referiu que, nos últimos anos, se tem verificado retrocessos nos direitos dos sinistrados, pelo facto de o poder político dar mais importancia aos interesses económicos das Seguradoras, em detrimento dos direitos sociais dos trabalhadores sinistrados.

Da  Comissão de Trabalho e Segurança Social, estiveram presentes: a Coordenadora Maria das Mercês Borges do PSD; Sofia Araújo do PS; Filipe Anacoreta Correia do CDS; Rita Rato do PCP e Isabel Pires do BE.

Tomando a palavra dada, o Presidente da Direcção da ANDST pediu autorização para fazer a entrega da brochura contendo as conclusões do estudo e o Relatório das atividades que a ANDST desenvolveu em 2018.

Referiu o Presidente da ANDST, em sintese que, em 2018 prestamos apoio, (informativo, jurídico, social, psicológico e de avaliação clínica do dano e incapacidade), a 4.255 pessoas que procuraram a nossa ajuda. Referindo alguns exemplos como o do nosso associado José Moreira, trabalhador do Município de Castelo de Paiva que, no exercício da sua atividade profissional, contraiu uma doença cancerigena (leucemia) por utilização de Glifosato e da luta que este trabalhador vem desenvolvendo contra a prepotência da CGA 

Para além do apoio individual, a ANDST promoveu, em parceria com Autarquias e Associações Pupulares de Base, colóquios/debates sobre Acidentes de trabalho e doenças profissionais, promovendo também, em parceria com o STAL/Aveiro ações de formação dos trabalhadores de Câmaras Municipais. 

A ANDST apelou aos Deputados para as propostas de alteração ao regime jurídico de reparação dos acidentes de trabalho em discussão na Assembleia da Repúblico, chamando a atenção para o tratamento desigual de muitos sinistrados que necessitam de assistência de terceira pessoa que, apenas porque sofreram o acidente antes do ano 2000, recebem como prestação para terceira pessoa o correspondente a 98,00 euros mensais, enquanto aqueles que o acidente ocorreu depois do ano 2000, recebem 430,00 euros mensais. 

Uma das propostas em análise na Assembleia da República prevê que 1% das coimas aplicadas por violação das regras de prevenção e segurança, reverta em favor da ANDST enquanto unica Instituição sem fins lucrativos que apoio (gratuitamente) os sinistrados e doentes profissionais.

Os senhores/as Deputados presentes, unanimemente, reconheceram o relevante serviço que a ANDST vem prestando aos trabalhadores e ao país, e que o estudo de carater científico entregue é de grande valia e, seguramente vai merecer um estudo atento dos Deputados, incentivando a nossa Associação a continuar a luta que, com sacrificio, vem travando pela justiça que é devida aos trabalhadores vítimas de acidente de trabalho ou de doença profissional.

são 8 as propostas de alteração legislativa ao Regime Jurídico de Reparação dos Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais que, em junho serão discutidas na Assembleia da República, a ANDST espera que, desta vez, os Deputados se preocupem com os direitos sociais dos trabalhadores, contrariando a tendencia dos ultimos anos de beneficiar as Companhias de Seguros.