Realizou-se no passado dia 20 de março de 2018, nas instalações da CNOD em Lisboa, uma reunião com representantes do Comité Europeu Económico e Social, com o objetivo de tomarem conhecimento do impacto da crise nas pessoas com deficiência em Portugal.

A ANDST esteve representado pelo Presidente da Direcção, Luis Machado que transmitiu aos representantes Europeus as preocupações  dos sinistrados do trabalho, designadamente no que se refere à quebra de rendimentos do trabalho nas situações de incapacidade temporária absoluta, ás baixas pensões que recebem, ás dificuldades e obstáculos impostos pela Companhias de Seguros relativamente aos direitos a tratamentos clínicos, de recuperação funcional e de reabilitação, ao facto de as Seguradores muitas vezes não aceitatem o acidente como de trabalho, levando os sinistrados a recorrer ao Serviço Nacional de Saúde, ficando de "baixa" sem qualquer retribuição, ás dificuldades sentidas no seu regresso ao trabalho, ao elevado número de sinistrados que ficam desempregados, referindo as conclusões do Projecto de investigação científica sobre o "Regresso ao trabalho após acidente -superar obstáculos" que a ANDST promoveu com a colaboração de investigadores da Universidade do Porto. O Presidente da ANDST referiu também a a existência de vária legislação (quota obrigatória de emprego; a Lei das Acessibilidades; a Estratégia Nacional para a Deficiência, entre outras) que o governo português não cumpre. Referindo ainda a tentativa de silenciar as Associações de carater reivindicativo, através da sua asfixia financeira.

Os representantes do Comité Europeu manifestaram interesse em conhecer as conclusões do nosso Projeto de investigação, e referiram que em vários Países Europeus as associações estão a sofrer cortes ao financiamento que está a por em causa o seu funcionamente, fazendo um apelo para que as associações se unam e lutem para terem um financiamento que permita melhorar e ampliar o apoio ás pessoas com deficiência.